Permito cair gotas de sangue
como se fossem lágrimas.
Em meu corpo
as deixo rolar...
A dor aliviada
carregada da embriaguez
antecipa o sono
que custa a aperecer.
No amanhecer
vejo as marcas cravadas
e novamenete viciada
continuo a padecer.
Como habitual
carrego sem pesar
gotas de sangue
pelo corpo e como
lágrimas as deixo rolar.
Um comentário:
"Dor a gente não entende,
À rebelia, sente
Em silêncio,
Aos prantos.
Parado,
Andando.
A dor, sempre,
Acena violenta.
Não conhece brandura
Esqueça a ternura.
A dor não tem.
Mas a dor
Tem destino
Está definido:
Há de ser, sempre,
Finita
No infinito da gente."
Priscila Mendes
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