domingo, 26 de setembro de 2010

Gotas de sangue

Permito cair gotas de sangue
como se fossem lágrimas.
Em meu corpo
as deixo rolar...

A dor aliviada
carregada da embriaguez
antecipa o sono
que custa a aperecer.

No amanhecer
vejo as marcas cravadas
e novamenete viciada
continuo a padecer.

Como habitual
carrego sem pesar
gotas de sangue
pelo corpo e como
lágrimas as deixo rolar.

Um comentário:

Priscila disse...

"Dor a gente não entende,
À rebelia, sente
Em silêncio,
Aos prantos.
Parado,
Andando.
A dor, sempre,
Acena violenta.
Não conhece brandura
Esqueça a ternura.
A dor não tem.
Mas a dor
Tem destino
Está definido:
Há de ser, sempre,
Finita
No infinito da gente."

Priscila Mendes