domingo, 17 de abril de 2011

E eis
que a casca se rompe;
e dentro,
um ser frágil
e trêmulo...
meio natimorto...
... ainda com os olhos cerrados
luta para
recuperar o fôlego 
da vida!...

DOR

                              Hoje molho a alma em lágrimas
Lamentando sua ausência
E não há analgésico que acalme
A dor de um coração em pranto



Saudades e lembranças alimentam
A sofreguidão de um abandono involuntário
E me prendem à anarquia mental
De uma lógica que não faz sentido... irracional.



O sangue que percorre minhas veias é negro
Tal qual nanquim onde mergulho em solidão
Escuridão que contamina... escurece
Esse órgão ávido que trago no peito: o coração!



Palavras são algemas cruéis
Que me atam à uma vida indesejada
E não há o que me liberte
Se não a bendita e amaldiçoada MORTE!